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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Os 10 whiskies mais caros do mundo

O ranking é formado apenas por bebidas produzidas na Escócia e são apreciadas apenas por um seleto grupo e pessoas

Na alta sociedade, o whisky é uma das bebidas mais apreciadas. Com o aumento do poder de compra da população de muitos países, essa bebida passou a integrar o cardápio da classe média também. No entanto, algumas marcas continuam sendo de exclusividade das classes mais abastadas, devido ao valor dos melhores whiskies do mundo. Alguns, aliás, compatíveis com os bolsos de um seleto grupo.

Os whiskies são produzidos em muitos países do globo terrestres, no entanto, os escoceses são, de longe, os preferidos. Esta bebida pode ser produzida apenas com cevada maltada, o malte, ou com a mistura de vários cereais, como o trigo, aveia, e principalmente, o milho e o centeio, além da cevada maltada ou não maltada.

Desta forma, o whisky pode ser Single Malt, fabricado apenas com cevada; Vatted, produzido com a mistura de dois ou mais singles maltes; Grain, que contém cereais como milho ou trigo e alguns de centeio; ou Blended, que mistura whisky de malte e de grão. Além da composição, outro fator importante é o tempo de envelhecimento, de forma geral, os mais envelhecidos tornam-se os mais caros.


Por isso, atualmente, o whisky considerado o mais caro do mundo é o Macallan Fine & Rare, 1926, que custa em torno de US$ 38.000. Além de ser o mais antigo dos whiskies produzidos, é também o mais procurado da coleção Fine & Rare da Macallan, que, aliás, não existe mais para a venda. No entanto, ele pode ser degustado no Old Homestead Steakhouse, no Borgata Hotel Casino & Spa em Atlantic City, New Jersey, EUA, em uma dose que sai por US$3.300.

Envelhecido por 60 anos, nos melhores barris, o Macallan pertence a uma das mais tradicionais marcas de whisky da Escócia. O segundo lugar no ranking dos whiskies mais caros do mundo também fica por conta da The Macallan, o The Macallan Fine & Rare Collection, safra 1939, envelhecido por 40 anos. No entanto, há controvérsias, uma vez que o preço indicado desta bebida é de US$ 10.125, sendo que existem outras mais caras do que ele.

Outro whisky escocês que leva também o título de mais caro do mundo é o Dalmore Trinitas 64, estimado em 118 mil euros por garrafa, existem apenas três unidades. Com rolhas portuguesas, da coleção Premium Top Series da corticeira Amorim, a bebida foi fabricada a partir de uma combinação rara de vintages das colheitas de 1868, 1878, 1926, 1939 e 1940. O envelhecimento foi realizado em um barril artesanal de carvalho americano branco de 9 litros, temperado com whiskies raros da marca, além de dois sherries antigos, durante apenas dois anos. Este whisky foi lançado em 2010.

Já o Single Highland Malt Scotch Whiskey é outro whisky escocês considerado o mais caro dos whiskies, sendo que foi produzido com quatro maltes únicos, datados de 1868, 1876, 1926 e 1939. Cada garrafa teve em sua rotulação um nome único, e no ano de 2005, a intitulada Matheson arrecadou 32.000 libras numa venda em um leilão em Pennyhill Park Hotel, Surrey, próximo a Londres.

Continuando o ranking, levando em consideração que os já citados disputam as três primeiras posições, a quarta fica para o também escocês The John Walker 1805 Pack, de US$ 20.000. Ele é caracterizado por ser uma bebida forte, sendo um blend de mistura, fabricado, especialmente, para homenagear John Walker. É uma mistura de whiskies raros, muitos deles pertencentes a destilarias já extintas ou com idade entre 45 e 70 anos, que resultou em somente 200 garrafas. Entretanto, nenhuma delas está à venda, sendo provada apenas por determinados indivíduos, que tenham contribuído de alguma maneira, para os dias atuais, segundo os diretores da empresa.

O quinto lugar fica por conta do escocês Glenfiddich Rare Collection, 1937, que custa em torno de US$ 20.000, sendo que em 2006 foi vendido em um leilão em Nova York, EUA. Este whisky foi envelhecido em barril de cascos de carvalho, fabricados artesanalmente. Depois de 64 anos, rendeu somente 61 unidades de uma bebida robusta e colorido, com sabores de canela, cravinho, caramelo.

Já o escocês The Balvenie Cask 191 é considerado o sexto whisky mais caro do mundo. Com preço estimado em US$ 13000, é possível encontra-lo no Park Avenue Liquor Shop, New York, EUA. O seu nome se deve ao fato de que no ano de 1952, o barril de número 191, que continha o último Balvenie de malte único dos anos 50, foi maturado num único barril xerez. Em 2002, este barril serviu para engarrafar 83 unidades.

Conforme alguns levantamentos, o já citado The Macallan Fine & Rare Collection, 1939, com 40 anos de envelhecimento e custando o valor de US$ 10.125 fica na sétima posição entre os whiskys mais caros do mundo. Depois do famoso Fine & Rare de 1926, Fine & Rare Collection, 1939 foi a próxima bebida a ser produzida. Este whisky, engarrafado em 1979 e, novamente, no ano de 2002, possui um sabor forte com pitadas de turfa e madeira, misturados a paladares doces de frutas secas e caramelo.

Do mesmo fabricante, o Macallan Lalique fica no oitavo lugar do ranking. Com o valor de US$ 10.000, foi produzido como uma edição limitada, em 2006, para comemorar o aniversário da marca. Este single malt de profundo âmbar, produzido com cevada, possui palato com notas de cardamomo, cominho, chocolate e ameixa. Ainda é possível de encontra-lo à venda.

O também escocês Bowmore, da Ilha de Islay, pode ser encontrado por US$ 7.000, recebendo a nona posição. Envelhecido 40 anos, tem uma história curiosa, pois ele passou os primeiros 20 anos do seu envelhecimento em um barril de xerez espanhol. No entanto, em 1975, teve uma fuga, sendo necessário colocá-lo em um barril de bourbon, uma vez que não estavam disponíveis outros barris de xerez. Permaneceu mais 10 anos envelhecendo, sem que ninguém soubesse como inventariar o barril, que foi deixado em um canto do armazém. No final dos anos 1980, a empresa percebeu que tinha ali um whisky raro, e por isso, esperou mais 10 anos para lançar a bebida.

Por fim, O Johnnie Walker volta a aparecer, na décima posição com o seu whisky Blue Label Anniversary Pack, que está estimado em aproximadamente US$ 3.500. Esta bebida teve 678 garrafas disponibilizadas para a venda. É bastante procurado, segundo os especialistas, principalmente por ser um premium blend, assinalado de 1805 a 2005. 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Whiskey canadiano: sabor leve e frutado com final amargo

A bebida fabricada no Canadá possui as suas peculiaridades, mas também se assemelha aos whiskys escoceses e irlandeses

O whiskey ou whisky canadiano é também conhecido por Rye Whiskey, sendo que rye significa centeio. Entretanto, o melhor é chama-lo de apenas de whisky canadiano ou Rye Whisky canadiano, uma vez que nos Estados Unidos também existe uma bebida denominada de Rye Whiskey. A questão da nomenclatura, aliás, é motivo de muita controversa, sendo mais importante se deter aos seus diferenciais de produção, aroma e sabor.

Sabor diferenciado do whisky canadiano e seus ingredientes

Os whiskies canadenses são produzidos a partir da mistura de muitos grãos, inclusive, do milho e do centeio. Em geral, a bebida produzida no Canadá é mais suave e leve, se comparada a wiskeys produzidos em outras partes do mundo. Apesar de que, especialistas afirmam que no Canadá também são fabricados whiskeys robustos. Também se usam características como ‘ligeiro’, ‘redondo’ e ‘frutado com um final meio amargo’ para definir o sabor desta bebida.

Antigamente, o centeio era um ingrediente que não podia faltar no whisky canadiano. Há quem diga, inclusive, que as palavras ‘centeio’ e ‘whisky canadiano’ são, muitas vezes, usadas como sinônimo, no país. Hoje em dia, entretanto, a lei não obrigada o uso do centeio no processo de fabricação da bebida. Porém, os que ainda seguem esta tradição são considerados os fabricantes das melhores bebidas no gênero no Canadá. Neste caso, são adicionados na mistura o centeio (rye), o centeio maltado e um álcool neutro. Em algumas receitas, é acrescido o milho ou de cevada maltada.

Alguns especialistas afirmam, ainda, que o whisky fabricado no Canadá pode ter na sua composição o caramelo, semelhante ao que ocorre com o whisky escocês, e aromatizantes, bem como bebidas destiladas do mash. Esse último procedimento se repete na fabricação do whisky irlandês. Outra característica semelhante à bebida produzida na Irlanda é referente ao teor alcoólico da mistura, que não pode exceder 90%. Mesmo assim, é bastante e, por isso, antes do envelhecimento, a bebida pode ter menos o sabor dos grãos que são utilizados.
Regras para a produção do whisky canadiano

Além do seu gosto diferenciado, algumas características devem integrar o processo de sua produção, previstas, inclusive, em legislação. De acordo com as leis do país, os grãos para a fabricação da bebida devem ser amassados no Canadá, bem como a sua destilação e envelhecimento também deve acontecer dentro do território nacional. Para tanto, a destilação acontece em alambiques do tipo Coffey still (ou patent still), mas também nos de tipo pot still. Já o processo de maturação é realizado em cascos de carvalho que contenham bourbon ou sherry.

O whisky canadense também deve ser envelhecido, ao menos, por três anos em barris de madeira com uma capacidade superior a 700 L. Essa regra também se aplica na Escócia e na Irlanda, rigorosamente. Além disso, a bebida final deve conter pelo menos 40% de álcool por volume, idêntico ao whisky escocês. No entanto, o barril utilizado para o envelhecimento pode ser novo ou reutilizado.

Marcas famosas da bebida fabricada no Canadá

Entre algumas das marcas de whisky canadiano, destacam-se o Canadian Club, envelhecido por seis anos, é produzido e destilado na cidade de Walkerville, pertencendo ao Walker & Sons de Hiram. Sua cor âmbar, possui reflexos dourados e aroma com notas finamente arborizadas. No sabor, sente-se o leve gosto de baunilha. Outra marca é a Seagram's V.O., feito com grãos especiais e com as águas puras do Canadá. A Crown Royal Collingwood também é bastante procurada pelos apreciadores do whisky canadiano.

Origem da produção da bebida no Canadá

O berço do whisky canadiano é o local mais rico e populoso do Canadá: a região de Ontário. Já a cidade de Kingston, entre Toronto e Ottawa, é o local onde foram criadas as primeiras destilarias, no meio do século 18. Desta forma, foi em 1858, que o empresário Hiram Walker fundou a sua primeira destilaria, em Windsor, na fronteira com os Estados Unidos.

Walker era apaixonado pelo seu trabalho e soube dar estilo e identidade à bebida canadense. Com este pensamento, ele lançou a marca Canadian Club, em 1884. Neste mesmo período, ele também ganhou concorrentes, como a empresa Seagram, que instalou uma destilaria em Waterloo, Ontário.


O sucesso foi grande, tanto que está empresa, atualmente, é proprietária de muitas destilarias no Canadá. Walker também cresceu em seu negócio e, posteriormente, se tornou sócio majoritário da destilaria Corby, conhecida pelos seus whiskies canadianos tradicionais. Além deles, outras fabricantes de renome na produção de whiskies são a Alberta Distillers, Mc Guiness Distillers, Gilbey, Brown Forman, Schenley e Rieder. 

Whiskeys não apenas acompanham pratos como podem fazer parte deles

O whiskey não é só apreciado como bebida, mas também na gastronomia, tanto como acompanhamento para alguns pratos, como inserido na própria receita culinária. Nem todo mundo concorda com nisso, de agregar a bebida proveniente da destilação de grãos, incluindo, geralmente, o malte, e envelhecida em barris, à culinária. Mas quem já aderiu a esta combinação pode encontrar os mais deliciosos pratos, desde carnes, principalmente, os peixes, às mais sofisticadas sobremesas.

No entanto, existem alguns critérios na hora de incluir o whiskey na culinária. O mesmo vale para os drinks com whiskey. Segundo especialistas no assunto, os sabores que emergem do whiskey são de arenque defumado, cavala apimentada, bacon, ervilha, doce de maçã e crème brûlée. Por isso, entre algumas das regras, o whiskey aromático cai bem com pratos vigorosos, com foie gras, pato, boi, alho-poro, gengibre, canela, uva passa e figo.

Enquanto isso, o whiskey single malt, produzido com malte puro e mais jovem, é ideal para integrar receitas de pratos leves, que tenham, inclusive, salmão, truta, crustáceos, alcachofra, erva-doce, manjericão, coentro e amora. Se a carne for defumada, nada melhor do que o whiskey mais maltado e adocicado.

No entanto, são os single malts os que mais combinam com a gastronomia. Os gourmets, que conhecem melhor do que ninguém as maneiras ideais de usar a bebida na culinária, alertam que, ao contrário de muitas receitas em que se flamba o prato com whiskey, a técnica – que consiste em despejar a bebida em chamas sobre os ingredientes, não é a mais adequada. Para adicionar a bebida ao prato, sem retirar a maior parte dos seus aromas, deve-se pincelar o alimento com uma mistura de azeite e whiskey, antes de cozinhar, no caso de filés de salmão ou carne.

Se a receita refere-se a um bolo, o melhor é pincelá-lo com a mesma mistura, logo após sair do forno e antes de colocar cobertura. Caso o prato for vieiras ou lagostins, o indicado é despejar uma mistura de whiskey com limão por cima, assim, o suco do alimento não vai se perder. Mas se a ideia for marinar frutos do mar ou carnes, é preciso que permaneça, no máximo, durante 15 minutos. Além disso, a bebida pode ser utilizada como tempero final, no último minuto do cozimento.

Entre alguns dos famosos pratos em que se utiliza o whiskey, o escocês haggis – um prato à base de miúdos de carneiro, deve receber uma dose da bebida por cima, depois de pronto. Nesta receita, o aconselhável é usar o whiskey blend colorido ou um malte jovem.  No entanto, não é apenas na Escócia onde se preparam deliciosos pratos com esta bebida. A culinária japonesa também tem os seus méritos, sabendo combinar muito bem o sushi e/ou sashimi com whiskey resfriado. Neste caso, pode-se, ainda, fazer uso das marcas japonesas, inclusive, de blend frutados, single malts mentolados e maltados.

Assim, os whiskeys que exaltam notas de framboesas, avelã, doce de leite, frutas cítricas, chocolate e tabaco preparam receitas deliciosas, como o Karasumi Daikon – ovas de tainha ao saquê servido do jeito tradicional, com lâminas crocantes de nabo, e Usuzukuri – delicadas fatias de peixe branco servido ao molho ponzu, yusu e azeite extravirgem. Outras receitas são o Sushi de tarako – dupla de sushi de ovas de bacalhau e gema de ovo de codorna, Shake no Saikyo Yaki – salmão marinado no missô e levemente grelhado, e o Ebi Fry – camarão crocante ao molho tonkatsu, entre outros.

Os whiskeys não deixam de ser ecléticos, uma vez que combinam também com queijos e outras especiarias. Desta forma, são perfeitas companhias para determinados tipos de queijos, como os curados, ou seja, os maturados, como Brie e o Camembert, que casam perfeitamente com whiskeys de sabor maltado. Já os chamados queijos azuis, como o Gorgonzola, o Roquefort e o Stilton, não se acertam com o wihskey, pois têm sabores mais fortes.

Outra combinação que dá muito certo é o whiskey com castanhas, o mesmo é possível dizer do damasco e do aspargo, sendo complementos ideais na maioria dos pratos que recebe uma dose da bebida. Além dos bombons de chocolate que recebem whiskey, outras sobremesas caem perfeitamente com a bebida, como é o caso do Cranachan, uma sobremesa tradicional escocesa, que é feita a partir de uma mistura de nata batida, mel e framboesas frescas, além do whiskey. Bastante sofisticada, é servida, inclusive, em eventos especiais.

No caso dos peixes, Camarões marinados no whiskey é uma receita bastante requintada. Para tanto, é necessário um quilo de camarões selvagens, oito dentes de alho, 50 gramas de margarina, seis colheres de sopa de óleo, duas colheres de sopa de whiskey, sumo de limão, sal e piripiri em pó. Para preparar, basta abrir os camarões pela parte dorsal, retirar a tripa negra e espalmar.

À parte, é necessário misturar o óleo com o whiskey e temperar com piripiri e sal. Depois, pincelar os camarões com a mistura e deixar marinar algumas horas no refrigerador para os temperos serem absorvidos. Após esmagar e fritar os alhos em uma frigideira larga com a margarina, é preciso juntar os camarões abertos e deixar fritar de ambos os lados. Quando estiverem prontos, regar com bastante sumo de limão.

Outra deliciosa receita, em que se une ao peixe a bebida, é o Bacalhau marinado em whiskey. Para tanto, são necessárias 800 gramas de bacalhau sem pele, 50 mililitros de leite, dois iogurtes, 12 mililitros de whiskey, pimenta a gosto, 80 gramas de manteiga, sumo de um limão, uma colher de sopa de salsa picada e um quilo de batatas. Para preparar, é necessário fazer a marinada de bacalhau dois dias antes. Para tanto, o peixe deve ser branco, macio e o mais grosso possível. As medidas desta receita rendem um prato para seis pessoas.

Em relação às bebidas, muitos drinks podem levar whiskey. Mas uma das bebidas mais deliciosas é o irish coffee, que deve ser feito com café forte e adoçado, chantilly consistente e whiskey. Para este e outros coquetéis, as bebidas mais indicadas são o wiskhey americano e o irlandês, porque são mais doces.


terça-feira, 18 de junho de 2013

Assim como a sua produção, whisky escocês possui peculiaridades na hora de ser bebido

Assim como a sua produção, whisky escocês possui peculiaridades na hora de ser bebido

O whiskey é uma bebida apreciada por muitas pessoas, prova disso são os grupos que existem, em todo o mundo, que se dedicam ao seu conhecimento, através de estudos e da própria degustação dos variados tipos. No entanto, um deles se destaca, como referência mundial para os seus apreciadores, é o whisky escocês.

Esta bebida, considerada a melhor em sua categoria, também é chamada de scotch, sendo que é definida como uma bebida alcoólica destilada de grãos, incluindo, geralmente, o malte, que foi envelhecida em barris. A graduação alcoólica do whiskey pode variar de 38 a 54%. Além disso, a palavra whiskey é utilizada apenas nos Estados Unidos e na Irlanda, já o termo whisky diz respeito à bebida fabricada no Reino Unido (incluindo a Escócia), no Canadá e no Japão.

O que difere os whiskys escoceses dos demais produzidos é a sua qualidade, uma vez que a sua fabricação segue uma série de procedimentos para garantir as características que o tornam uma bebida peculiar. São três fatores os principais para distingui-lo dos whiskeys de outras partes do mundo: qualidade da turfa utilizada como combustível na secagem do malte, qualidade da água dos Highlands Springs e clima úmido da Escócia.

O clima escocês garante, principalmente, a qualidade no envelhecimento da bebida, já a turfa é um torrão de material orgânico retirado do solo milenar da Escócia. O solo do país teve, no decorrer de milhões de anos, as plantas parcialmente carbonizadas, sobrepostas em camadas umas sobre as outras, assim, exercendo pressão nas camadas inferiores e liberando matéria orgânica. Por isso, o aroma defumado com notas terrosas, que dá à bebida uma peculiar característica, é resultado do processo de secagem e defumação dos maltes.

Assim como o whisky escocês possui características típicas, existem algumas dicas e sugestões para bebê-lo de maneira mais apropriada e saber distingui-lo. Seguem algumas delas:

Mais caro, não significa melhor – Nem sempre o whisky escocês que custar mais será o melhor, de uma forma geral, toda a produção escocesa de whisky se destaca devido às peculiaridades do solo. O que pode encarecer ainda mais o produto é o tempo de envelhecimento e a questão da marca, que está relacionada ao produto, como em todos os outros setores.

Dá para colocar água no whisky? Não está errado colocar água na bebida, desde que seja mineral. Além disso, as normas internacionais dizem que o whisky Single Malt e o Vatted, por exemplo, devem ser bebidos em copo xerez e consumido puro ou com um pouco de água mineral. Enquanto isso, é apropriado que o Grain seja tomado puro, com gelo ou com gelo e água. Já o Blended pode ser consumido puro ou com gelo, em copos altos ou baixos. Caso a pessoa opte por beber whisky com gelo, não é indicado fazer no copo um ‘cone de neve’.

Whisky mais envelhecido é mais forte? Não necessariamente. O whisky escocês de 12 anos, por exemplo, não é mais forte que o whisky  envelhecido por oito anos. O whisky que permanece no barril por 12 anos é, sim, mais amadurecido e mais suave para o paladar.

Outra dúvida frequente é sobre a relação da qualidade do whisky e do seu tempo de envelhecimento. A resposta para isso é que nem sempre o whisky envelhecido por mais tempo é o melhor. Isso porque a sua qualidade está ligada a um blend (mistura) perfeito. Cada whisky tem seu ciclo de vida nos barris, quando chega o momento certo, o master blender é o responsável por engarrafar a bebida.

Mesmo o whisky escocês possui diferentes categorias. Entre eles, o que é produzido com malte puro, sendo fabricado com 100% de cereais maltados provenientes de uma única destilação. Assim, podendo apresentar sabores variados, conforme cada processo. Esse tipo de produção pode resultar em bebida single malt - destilado em uma única destilaria, e vatted – quando se misturam diversos whiskys de destilarias diferentes.

Já o Blended é fabricado com uma mistura de destilações diversas calibradas, mas com o objetivo de chegar a um mesmo sabor. Eles são mais baratos e a mistura é feita de maltes puros com destilações produzidas a partir de outros cereais não maltados, entre eles, o milho e o arroz.  Outro tipo de whisky escocês é  grain whisky, feito a partir da destilação de grãos, principalmente, milho, trigo e centeio.