terça-feira, 9 de julho de 2013

Slide é um dos esportes que mais libera adrenalina

Esporte slide pode ser praticado por qualquer pessoa, desde que esteja munida do material necessário e siga as medidas de segurança

A prática de esportes radicais é, cada vez mais, comum entre pessoas que desejam um pouco mais de adrenalina em suas vidas, mesmo que não sejam praticantes assíduos de nenhum desporto. Além disso, o número de escolas e locais que disponibilizam a prática dos esportes de aventura está aumentando, o que torna mais fácil encontrar profissionais qualificados para garantir a segurança dos participantes.

Alguns esportes radicais exigem um determinado preparo físico e, por isso, são praticados apenas por pessoas que têm o costume de se exercitar. Outros, no entanto, não exigem uma boa condição física do praticante e servem mais como diversão, mesmo assim o uso de todos os materiais necessários é indispensável.

Entre os desportos de aventura que atendem justamente à necessidade dessas pessoas que apenas querem momentos de entretenimento, está uma técnica de progressão com corda bastante simples de executar chamada slide. Este esporte consiste no praticante fazer uma travessia horizontal, sem colocar os pés no chão.

Material necessário para a prática do slide

Desde que sejam utilizados todos os materiais necessários, o slide pode ser praticado em diferentes lugares, desde que sejam amplos, para que não existam obstáculos no percurso. As empresas que oferecem este serviço costumam fazer a atividade em meio à natureza, em montanhas, entre árvores, etc. No entanto, o desporto também pode ser realizado entre dois prédios ou em outros lugares urbanos, para tanto, basta que existam dois pontos que sejam seguros para que os cabos fiquem bem presos.

Corda ou cabo de aço – para praticar o slide, é possível utilizar uma corda estática (pouco elástica) ou um cabo de aço. A escolha do material vai depender da modalidade que se deseja praticar. Independente da escolha, é importante que tanto um como o outro sejam presos em dois pontos em diferentes alturas. Com este desnível, a pessoa que praticar o slide conseguirá se movimentar entre os dois lugares. Para proporcionar uma segurança superior e um maior conforto dos participantes da atividade, o slide deve ser realizado com uma corda de duas vias.

Além disso, a corda ou cabo também pode ter vários níveis de inclinação e, quanto maior o desnível entre dois pontos, maior a dose de adrenalina liberada pelo praticante, uma vez que a velocidade do movimento será maior. O desnível também tem como objetivo proporcionar a impulsão para que o corpo faça o trajeto, deslizando de um lado ao outro, através de um sistema de roldanas.

Roldanas – o deslizando do praticante pela corda ou cabo acontece devido a um sistema de roldanas, por isso, elas são essenciais. As roldanas ficam presas entre os materiais de amarração que seguram o praticante e a própria corda, para que deslize por ela.
Materiais de amarração: eles vão permitir a segurança da pessoa que praticar slide, possibilitando que ela fique presa e possa deslizar na corda ou cabo de aço. Entre os materiais de amarração necessários estão:

Longe, arnês ou cadeirinha - é o nome dado à fita ou cinta de segurança costurada com mosquetão, que une a pessoa à roldana.

Mosquetões: anéis metálicos com segmentos móveis, chamados gatilhos, que se abrem para permitir a passagem da corda. Servem para conectar com segurança, através de um engate, a cadeirinha às roldanas. Também ajudam a prender o cabo ou corda nas extremidades.
Manilhas e serra-cabos – são como anéis abertos em uma das extremidades, servem para prender, junto com os mosquetões, o cabo ou corda nos dois pontos do trajeto do slide.

Fita de sangle – É utilizada quando um dos pontos for uma árvore, servindo para prender a corda ou cabo a ela.

Medidas de segurança para realizar o slide

Já que o slide não é um desporto destinado apenas a profissionais, podendo ser praticado por qualquer pessoa, mesmo sem grande preparo físico, é ainda mais importante a atenção a todos os equipamentos de segurança necessários. Além dos materiais de amarração, os EPIs – Equipamentos de Proteção Individual são imprescindíveis, sendo que nenhum deles deve ser deixado de lado.

Equipamentos de segurança – além da fita de segurança, outro EPI que não podem faltar para o praticante do slide é o capacete com padrões internacionais de segurança. Em realidade, é pouco provável que o praticante possa bater a cabeça, mesmo assim, as regras da prática segura do esporte exigem que as pessoas sempre estejam munidas de capacete para qualquer desporte de aventura.

Medidas de segurança – apesar de ser um desporto em que o praticante não deve fazer nada, a não ser aproveitar a adrenalina que estiver liberando, é importante que ele procure se equilibrar durante o percurso. Além disso, é imprescindível que segure firme a fita de segurança.

Cuidados especiais - além desses materiais que devem ser fornecidos por quem oferecer o serviço, o praticante também deve ter alguns cuidados especiais, como prender o cabelo, caso seja comprido, para que não aconteça dele ficar preso nas roldanas.


Roupas e calçado apropriados – a pessoa que fizer slide também deve estar com roupas confortáveis para a prática do esporte, como bermuda ou calção e camiseta. Também não é recomendado que esteja usando óculos, brincos, colares e pulseiras. No pé, o mais indicado é o uso de um tênis em bom estado. 

Como escolher parceiro para a dança de salão

Em geral, o parceiro ideal é aquele que tem na dança o mesmo comprometimento e interesse em aprender e dançar

A dança de salão é uma manifestação artística e muitas pessoas a escolhem como entretenimento para os momentos de lazer. São muitos os estilos de dança de salão existentes e o número de escolas de dança também é grande, uma vez que a procura é cada vez maior por casais que desejam ter uma atividade extra, até como forma de relaxar, ao sair da correria do dia-a-dia, funcionando também como uma “terapia” para casais.


Além de aprenderem a dançar juntos, o casal poderá, após aprender o básico da dança de salão escolhida, sair para de divertir à noite e para dançar em festas ou bailes. No entanto, pessoas solteiras também podem, e devem, fazer um curso de dança de salão. Neste caso, o seu par será um colega seu, com mais, menos ou igual conhecimento de dança.

Como formar um casal para a dança de salão
 
Os professores dos cursos de dança de salão não devem fazer com que sempre as mesmas pessoas dancem em suas aulas, formando sempre os mesmos casais, é importante variar, para que os dançarinos tenham diferentes experiências com os parceiros de dança de salão. Ou seja, não é porque um aluno está iniciando o curso que ele deve dançar apenas com colegas que também saibam dançar menos.

A vantagem de fazer o rodízio entre os alunos está no fato de que um dançarino que saiba dançar menos vai ser melhor guiado quando dançar com uma parceria mais experiente, além disso, os que sabem dançar há mais tempo vão saber disfarçar os erros cometidos pelo parceiro. Ao mesmo tempo, o dançarino mais experiente também se beneficia ao dançar com uma iniciante, uma vez que ele estará ampliando o número de pessoas com quem poderá dançar e desafiando o seu conhecimento.

Origem e tipos de dança de salão

A dança de salão é um costume bastante antigo, remetendo aos bailes das cortes reais na Europa e ganhando força, principalmente, na corte do Rei Luís XIV, na França. Assim como no balé, que possui a mesma origem, a postura dos dançarinos costumava ser extremamente ereta, o que, ainda hoje, é exigida, mas não com tanta rigidez e, conforme o estilo de dança de salão, esta postura ganha bastante flexibilidade.

O conceito principal da dança de salão se resume a uma dança executada por um casal. Entre os tipos existentes, destacam-se a valsa, o tango, o bolero, o foxtrot e o quickstep, o samba de gafieira, o maxixe, o merengue, a salsa, o chá-chá-chá, a rumba, o mambo, o passo doble, o zouk, o soltinho e o jive.

Como escolher o parceiro de dança

A pessoa que deseja investir numa futura carreira de dançarina de salão, participar de competições e que, por isso, pretende levar mais a sério a atividade do que apenas um momento de lazer, deve escolher um parceiro que se adeque ao estilo de dança de salão pretendido. Claro que a pessoa pode escolher mais de um ritmo para se especializar e, neste caso, cabe escolher um parceiro que também se identifique com os estilos de dança de salão.

Dicas para a escolha do parceiro ideal

Em primeiro lugar, é importante que o parceiro tenha o mesmo grau de interesse e comprometimento com a dança que a pessoa que escolher ele para acompanhá-la, seja no aprendizado ou já na execução do ritmo. A idade do parceiro não é relevante, no entanto, sua altura, apesar de não ser uma regra, é indicada que seja a mesma ou semelhante, para facilitar os movimentos e deixá-los, aparentemente, mais equilibrados.

O porte físico do parceiro também não precisa seguir um padrão, mas conforme o ritmo escolhido, o seu preparo físico, sim, vai ser muito importante. Ritmos como o chá-chá-chá, o merengue e o jive exigem dançarinos com bom condicionamento físico para fazer os movimentos de maneira ágil e assegurar as acrobacias feitas, geralmente, pela mulher.


O parceiro deve ter presença, assim como o bolero, o tango e a rumba exigem sensualidade nos movimentos e na expressão facial, o maxixe, o samba de gafieira, o mambo e a salsa pedem rostos sorridentes e simpáticos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Mambo e a sua sensualidade de ontem e hoje

Ritmo que nasceu em Cuba e tem origem da fusão das contradanzas europeias e da música africana é apreciada em muitas partes do mundo

Dançar é uma atividade que agrada muitas que, inclusive, destinam parte do seu tempo livre para a aprendizagem de algum dos tantos ritmos existentes. Como a maioria dos ritmos latinos, o mambo é uma dança sensual, que tem as suas raízes na dança africana, e, hoje, é apreciada por pessoas de todas as partes do mundo.

Uma breve história do Mambo

O Mambo moderno, que conhecemos, nos dias atuais, nasceu em Cuba, no ano de 1939, quando os seus percursores, Orestes López e Cachao López, criaram uma danzón, gênero derivado da dança criolla, inspirada nas contradanzas espanhola e francesa. O mambo se originou das contradanzas, uma vez que elas chegaram à Cuba no século XVIII, se tornando apenas danza, e com a chegada dos negros, no final do mesmo século, foi acrescido à danza o cinquillo, um ritmo haitiano.

O nome do ritmo também teve influência dos negros provenientes do Haiti, uma vez que para eles a palavra Mambo remetia a uma sacerdotisa do vodu, que é considerada curandeira, conselheira, aconselhadora espiritual e exorcista. Essa crença os negros trouxeram dos cultos religiosos do Congo. No entanto, há também quem diga que a palavra Mambo provém de uma gíria comum entre os músicos negros, ‘estás mambo?, isto é, ‘tudo bem com você?’.

De Cuba para o mundo

No início dos anos 1940, músicos como Bebo Valdez, Arsênio Rodriguez, Orestes Lopez e seu irmão Israel Cachao Lopez, bem como o pianista e arranjador Damaso Perez Prado, entre outros, se interessaram pelo estilo que, depois de algum tempo, ganharia o nome de nuevo ritmo ou apenas Mambo. Assim, a dança atribuída ao Mambo ganhou vida com o artista Perez Prado, uma vez que foi ele o responsável por introduzi-la no Nighte-Club La Tropicana, em Havana, no ano de 1943.

Pouco anos depois, Perez Prado foi para o México, onde fundou um conjunto de grande porte, que se utilizava de um fantástico segmento de sopros, inspirado no grupo de Stan Kenton, um dos grandes nomes do jazz norte-americano. Com essas armas, ele foi ao encontro da acirrada competição musical no mercado dos Estados Unidos, que estava em seu auge.

Para tanto, Perez Prado se inspirou nos ritmos afro-cubanos e os fundiu aos arranjos de orquestra do jazz. Com esse impulso, o Mambo ganha o seu lugar no mundo a partir dos anos 50. Nesta época, o Mambo ganha fama mesmo enfrentando o monopólio das big bands existentes norte-americanas. Isso é, em grande parte, mérito de Perez Prado, bem como de outros cantores célebres, entre eles, Xavier Cugat, Beny Moré e Tito Puente. De uma lista longa de grandes sucessos, Que Rico El Mambo é uma das tantas canções de autoria de Perez.

A sensualidade que emerge do Mambo

O Mambo é considerado uma dança sensual, principalmente, porque os movimentos do quadril dos dançarinos são muito importantes para o sucesso da dança. Quem está interessado em iniciar o aprendizado do ritmo Mambo deve atentar ao balançar os quadris, que devem ter um movimento fluido para transmitir sensualidade. A dança também é considerada sensorial, uma vez que a emoção não é transmitida apenas pelos quadris balançando, mas sim, pelas expressões faciais, bem como os movimentos do braço.

Outra sugestão para quem deseja dançar Mambo é transmitir a quem assiste à dança o desejo e a tensão entre os parceiros. Por isso, o ‘olho no olho’ e a linguagem corporal são fundamentais. A sensualidade emerge, ainda, da vestimenta dos dançarinos. Geralmente, as mulheres usam saias curtas e bastante coloridas, além de blusas decotadas. Enquanto isso, os homens costumam usar calça e camisa, sendo que a camisa permanecer aberta na frente. 

Segundo alguns estudiosos do ritmo Mambo, a dança, originariamente, era bastante simples, com movimentos fáceis. Por isso, não era costume que existissem escolas e professores de Mambo. Mas foi a partir da década de 1950, quando se popularizou, que o Mambo começou a ganhar os movimentos sensuais que hoje o caracterizam.

Nesta mesma época, a música caribenha ganhou fama e, na cidade de Nova Iorque, muitos dançarinos, que se dedicavam a outros ritmos, começaram a criar passos e estilos de movimentos para se dançar o Mambo. A dança pode acontecer de maneira individual ou em casais, desde que os dançarinos acompanhem a marcação das congas, um instrumento musical cubano.

Atualmente, existem competições de dança com o Mambo, onde os casais mostram as suas habilidades com o ritmo, transformando o Mambo em uma sequência de movimentos que se assemelham ao ballet moderno ou a ginástica olímpica. No entanto, quem quiser aprender o Mambo não precisa ter o mesmo preparo físico das dançarinas das competições. A dança pode ser levada com movimentos mais simples, porém, sempre precisos e sensuais. Além disso, o ritmo é bastante dançante, o que já colabora para que o corpo se movimente com facilidade. 


Mergulho livre e seus equipamentos

Para garantir a segurança do mergulhador, é imprescindível que ele faça uso de alguns instrumentos mesmo no mergulho livre

O mergulho é um esporte fascinante, pois ele permite aos seus praticantes conhecer um mundo totalmente novo. A sua prática é bastante antiga e consiste basicamente na exploração submarina, utilizando equipamentos especiais ou não. No caso do mergulho livre, é justamente a modalidade do esporte que não faz uso dos equipamentos para respiração subaquática. Por isso, o mergulho livre também é chamado de apneia.

Desta forma, o mergulho livre exige técnicas para que o esportista possa realizar a descida sem o auxílio dos equipamentos. O sucesso do mergulho, neste caso, vai depender da capacidade pulmonar do mergulhador, da sua preparação física e controle emocional. Mesmo dentro do mergulho livre existem diferentes modalidades do esporte, competitivas ou não.

Entre os estilos, existe o mergulho livre contemplativo, quando o atleta apenas contempla o ambiente aquático, já no mergulho com lastro constante, o esportista desce a uma determinada profundidade fazendo uso do cinco de lastro. Existe também a modalidade de lastro constante sem nadadeiras, imersão livre, lastro variável e o mergulho no limits, considerado o estilo dos grandes mergulhadores, pois atinge enormes profundidades.

Conforme a modalidade de mergulho, o atleta necessita de uma série de equipamentos de segurança. No entanto, o básico para a prática do mergulho livre consiste em nadadeira, snorkel e máscara. Para entender a importância de cada equipamento, segue uma breve explicação sobre cada um deles:

Nadadeiras – já que não se usam os braços para mergulhar, o movimento das pernas é essencial para o deslocamento do mergulhador, por isso as nadadeiras são importantes. Elas também aumentam a propulsão durante a natação, permitem nadar distâncias mais longas e atingir profundidades maiores, de maneira mais rápida, bem como garantem um retorno mais fácil. Basicamente, as nadadeiras são compostas de uma sapata/calçadeira e pelas palas. A sapata deve ser confortável e costuma ser de borracha, podendo ser de fibra de carbono, termoplástico ou composto de fibra.

Os mergulhadores, geralmente, preferem as nadadeiras de fibra de carbono, devido a sua maior eficiência. Já as palas que permitem uma melhor performance são as de fibra de carbono. As nadadeiras mais populares são as bi-palmes, que são calçadas uma em cada pé. No entanto, existem outros modelos, com aplicações, formatos, tamanhos e materiais diversos.

Máscara – permiti ao mergulhador enxergar debaixo d'água, oferecendo uma visão mais nítida do fundo do mar. O equipamento também protege as suas vias aéreas da pressão. As máscaras são formadas pela lente, corpo e tira. A lente deve ser de vidro temperado, o corpo costuma ser feito de borracha, silicone ou metaflexe, e as tiras precisam ser resistentes, de fácil ajuste e confortáveis. A máscara mais indicada para o mergulho livre é a de pequeno volume interno, porque são mais fáceis de equalizar e oferecem menor incidência de luz.

Snorkel – também chamado snorkeling, possibilita que o mergulhador observe o que há no fundo do mar sem a necessidade de levantar a cabeça para fora d'água, a fim de respirar, graças ao seu bocal. O tubo, em geral, de 30 cm e diâmetro não muito largo protege, ainda, o mergulhador de respirar ar empobrecido em oxigênio. O snorkel pode ser encontrado com e sem válvulas, as quais ajudam a expulsar a água da tubulação.

Com origens bastante próximas, valsa vienense e valsa inglesa diferenciam-se em relação ao ritmo da dança

A dança é uma manifestação artista que tem sua origem em tempos remotos, quando era dançada, principalmente, para comemorar ocasiões importantes. Hoje, também se dança em eventos festivos, mas elas não são o único motivo para se dançar. Os estilos desta arte são inúmeros e os tipos de danças mais antigas, ainda, continuam a motivar pares a se balançar juntos, na atualidade. Um desses exemplos é a valsa, que se popularizou, principalmente, nas festas de debutantes.

A valsa é considerada uma dança clássica, apesar de sua origem campestre, que tem na Alemanha e na Áustria os seus países de nascimento. Ela surgiu no século XIX, inspirada em outros dois estilos, o minueto, no qual os pares ficam separados, e o laendler, uma dança campestre alemã. Já a palavra ‘valsa’, também tem sua origem na Alemanha, onde ‘waltzen’ significa ‘dar voltas’ ou ‘deslizar’.

Em Paris, a valsa vienense foi introduzida em 1775. Mas, enquanto isso, a valsa que teve origem na Áustria já ia se disseminando por outros países e recebendo elementos que a diferenciariam da valsa original. É o caso da chamada valsa inglesa, que era dançada nas cortes da Europa, no início do século XVIII. A sua diferença básica, é o ritmo, que é mais lento. Essa variação ganhou notoriedade após a primeira Guerra Mundial, em Boston.

Para entender melhor a diferença de ambas as valsas, é preciso entender que essa dança possui um compasso ternário, isto é, possui três tempos, sendo o primeiro forte e os outros dois fracos. Além disso, a dança tem como construção coreógrafa um esquema em diagonal, que tem como resultado uma progressão suave e leve em volta da pista de dança no sentido anti-horário.

A diferença entre a valsa vienense e a valsa inglesa fica por conta justamente do seu tempo. Enquanto a vienense possui 60 compassos por minuto e um compasso ternário três quartos, ou seja, três batidas num compasso, a inglesa tem um ritmo mais lento e que foi diminuindo, ainda mais, com o passar dos anos, porém, mantem o mesmo compasso.

A valsa inglesa também é chamada de valsa lenta e isso tem um porque, que é motivar a incorporação de mais movimentos entre os passos, os quais precisam ser interpretados e não feitos automaticamente. Além disso, o ritmo mais lento permite, também, que os pés dos dançarinos fiquem mais distantes e, desta forma, consigam dar passos maiores.

Especialistas afirmam que a valsa, de uma forma geral, tem como característica a antecipação inesperada do acompanhamento na segunda parte do compasso. Também se diz que a valsa é uma dança com ondulações graciosas, porém, com rápidas alterações da velocidade do corpo.

Desta forma, os dançarinos se movimentam com uma forte oscilação do corpo, no primeiro tempo de cada compasso. Depois, os dançarinos fazem movimentos de vaivém na direção do centro das rotações. Nesta hora, o casal também se eleva nas pontas dos pés, ao longo do segundo e do terceiro compassos. A isso, acrescenta-se um passo a cada batida rítmica.

O curioso em relação à história que deu origem à valsa, é que ela era vista como uma dança vulgar, e mesmo imoral, no julgamento das classes mais altas e da aristocracia. Por isso, na época, a valsa foi proibida na corte alemã e em partes da Inglaterra. Em contrapartida, as classes populares dançavam, cada vez mais, a valsa.

Mas foi quando aconteceu o Congresso de Viena, na Áustria, em 1815, que o caminho da valsa tomou novo rumo. Na ocasião, motivada pela derrota de Napoleão Bonaparte, e que teve o pretexto de reunir toda a nobreza e os políticos de diversos países, para restabelecerem os laços entre os países europeus, a valsa foi introduzida no país. Naquele momento, o mérito foi do músico austríaco Sigismund Neukomm, no entanto, logo a dança se proliferou pelos demais países europeus. A partir de então, foi criada, inclusive, a valsa inglesa.

Na atualidade, o vienense Johann Strauss II é considerado o maior compositor de valsas de todos os tempos. Também conhecido como o ‘rei das valsas’, coleciona um grande repertório de obras primas, entre elas, destaca-se o Danúbio Azul. No entanto, existem outros nomes bastante famosos e também reconhecidos como grandes compositores de valsas, como é o caso dos artistas Weber, Ravel, Chopin e Brahms.

Bodyboard e surf se diferem principalmente pela prancha utilizada

Ambos os esportes são modalidades de atividades radicais, onde o mar é o cenário para manobras, equilíbrio e muita preparação física

Entre os esportes radicais, dois são bastante apreciados e aparentemente muito parecidos. Tanto o surf quanto o bodyboarding possuem uma legião de praticantes, em todo o mundo, mas as suas diferenças vão além da forma de ‘pegar onda’.

Para entender a diferença, é importante saber o que é cada esporte. O surf é uma prática desportiva marítima, onde o atleta tem o objetivo de fazer manobras com maiores grau de dificuldade, ao acompanhar o movimento de uma onda, em pé na prancha. Já o bodyboard é um desporto em que o atleta deve descer a onda deitado ou de joelhos, em cima da prancha.
Diferenças na origem do surf e do bodyboarding.

Não é apenas a prática do esporte em si que possui diferenças, mas também a sua história. Uma das teorias afirma que o surf tem como berço a ilha de Unos, no Peru, há aproximadamente 450 anos, quando os seus habitantes desafiavam o mar em balsas feitas de um material semelhante à palha. Para tanto, os pescadores ficavam de pé em cima das balsas e direcionavam-se com a ajuda de remos, em direção à praia, na volta do trabalho.

Entretanto, outros indícios remetem a origem do surf às Ilhas Polinésias, localizadas no Oceano Pacífico sul, aproximadamente 600 km do leste da Austrália. Neste sentido, alguns pesquisadores afirmam que os povos dessas ilhas também dependiam do mar para o seu sustento, mas era usado ainda para o divertimento. Em um desses momentos de lazer, de equilíbrio em cima de um tronco no mar, se criou o surf, há cerca de 1500 anos. Mais tarde, esse mesmo povo teria chego ao Havaí, levando o esporte. Diz-se ainda que os conquistadores ingleses em expedição conheceram o esporte e difundiram pela Europa.

No entanto, o que era considerado pelos nativos das ilhas uma cerimônia religiosa, foi tido como imoral pelos missionários europeus, em 1821. Assim, a prática foi temporariamente esquecida, até ser resgatada pelo surfista George Freeth, em 1907. Mas foi o surfista Duke Kahanamoku quem o popularizou pelo mundo, ao praticar o surf em diferentes competições, sendo considerado o Pai do Surfe Moderno. Aliás, em algumas biografias o título de pai do esporte é dado a George Freeth.

Assim como o surf, acredita-se que o bodyboarding também tenha o registo de suas primeiras práticas no Havaí, onde era conhecida como paipo-board. No entanto, a sua origem tem outra história para contar. O paipo, por volta do século 15, era uma prancha de madeira que permitia deslizar pelas ondas. Para se diferenciarem da plebe, os reis do Havaí usavam troncos de madeira para poderem surfar em pé, sendo que a população devia continuar surfando deitada, nos paipos.

Foi só em 1971, que o engenheiro e surfista Tom Morev aprimorou o paipo dos nativos havaianos e produziu a primeira prancha de polietileno, apelidando-a de morey boogie. O americano voltou para o seu país e lá começou a fabricar as suas pranchas, que obtiveram muito sucesso, a ponto de uma empresa multinacional americana comprar os direitos de produção, iniciando uma fabricação em grande escala.

Na prática, a diferença entre o surf e o bodyboarding

Apesar do bodyboarding ter surgido a partir do surf, a principal diferença entre os dois desportos se concentra na prancha usada em cada atividade. A prancha de bodyboarding foi feita para surfar deitado. Por isso, não possui quilhe e deck como as pranchas de surf, por consequência, não exige a utilização de parafina. Além disso, a prancha de surf conta com um formato diferente, tanto no bico, como na rabeta.

Outra diferença está no modo como o praticante se posiciona, enquanto o atleta do bodyboarding desce a onda deitado ou de joelhos e, por isso, costuma usar as nadadeiras ou barbatanas, popularmente conhecidas como ‘pés de pato’, que ajudam a entrar na onda, o surf não exige acessórios. E, ao contrário do outro, as manobras são feitas em pé, com o peso do corpo mais distribuído para trás, evidenciando a capacidade de equilíbrio do atleta.


O tamanho da prancha de bodyboarding também é menor, permitindo que ela seja mais fácil de manobrar. Os bodyboarders podem girar as pranchas e desenvolver movimentos aéreos, incluindo voltas de 360°. Além disso, a sensação que o esporte proporciona é diferente. Enquanto o surfista apenas sente a água passar sobre os pés, deslizando sobre as ondas, os bodyboarders conseguem sentir realmente a onda. Por ser aparentemente mais fácil, pois não exige tanto equilíbrio do praticante, o bodyboarding se popularizou bastante nas últimas décadas.

Jive é o ritmo certo para dançar o rock in roll em duplas

Com origem nos bailes de rock nos Estados Unidos, ritmo também tem influência do boogie woogie

Dançar o bom e velho rock in roll pode ser uma boa definição para o estilo musical jive. Sua origem vem dos primeiros bailes estadunidenses em que o rock in roll foi tomando conta, assim como tomou conta dos jovens dos anos da década de 1950, quando dançavam freneticamente em pares. Além disso, é possível conceituar o jive como uma dança de salão, que se assemelha ao chá-chá-chá.


O jive também é chamado de jitterbug ou jive e sua popularidade nos Estados Unidos foi rápida, influenciando logo em seguida os jovens da Europa. Essa difusão foi, em grande parte, de responsabilidade das tropas americanas no fim da Segunda Guerra Mundial. Com movimentos acrobáticos, o jive também permite que o casal realize inúmeras variações, como o lindy hop – em homenagem a Charles Lindbergh, figura norte-americana famosa por ter pilotado um avião sozinho em uma viagem transatlântica sem escalas, em1927.

Influências na dança jive

Para entender um pouco mais sobre a definição de jive, a dança de salão é executada por um casal de dançarinos, praticada socialmente, como forma de diversão e integração social. Hoje em dia, serve também para serem apresentadas em competições de bailarinos. A origem da dança de salão remete aos bailes das cortes reais na Europa. Já o Cha-cha-cha, que também é uma influência do jive, é o nome que recebe a dança latino-americana de origem cubana, sendo considerada uma variação do mambo.

Originalmente, as pessoas dançavam o Jive ao som de uma mistura de rock in roll e boogie woogie americanos. O boogie woogie é um estilo de blues, caracterizado pelo som do piano e foi bastante popular entre os negros norte-americanos nos anos de 1930 a 1940. O jive é dançado pela dupla de forma muito rápida, caracterizando-se pelo ritmo e pelo balanço, uma vez que possui, ainda, a influência do swing afro-americano, que é um estilo de jazz popular que fez muito sucesso nos anos 1930. Além disso, as raízes do jive estão no Harlem, em Nova York, EUA.

Enquanto isso, o rock in roll, ou apenas rock, é um estilo musical que também surgiu nos Estados Unidos, no início da década de 1950, recebendo a influência de outros estilos musicais que o levou a se tornar uma música popular dominante em todo o mundo. Em princípio, o country, inspirado nas festas da população branca pobre rural, e o rhythm and blues, vindo do jazz negro e instrumental urbano, formaram a fusão que originou o rock.

Com esta fusão, o rock ganhou em sua composição várias guitarras e instrumentos elétricos e, inclusive, uma forte percussão. Assim, pode alimentar os dançarinos com ritmos fortes e dançantes, além de ser acompanhado também por melodias e harmonias simples. Entre os seus ícones, estão Chuck Berry, Bill Haley & The Comets e Elvis Presley, que embalaram muitos bailes dançantes de jive.

Como dançar jive

Para dançar o jive é necessário um alto grau de preparo físico. Em relação a posição correta, o casal deve estar frente a frente com aproximadamente 15 cm de separação. O homem coloca a sua mão direita nas costas da mulher, debaixo da omoplata esquerda e segura a sua mão esquerda na direita dela. Os braços do homem devem estar suavemente curvados e as mãos mais ou menos na altura da cintura. Já a mulher deve descansar o braço esquerdo no braço direito do homem, seguindo a curvatura do braço com o cotovelo.

Além do homem ser o responsável por conduzir a dança, durante a sua execução, a mulher se movimenta com voltas e giros. No entanto, ambos transmitem muita agilidade, com algumas acrobacias, demonstrando, principalmente, equilíbrio e habilidade. Por isso, é necessário que os dançarinos tenham uma forma física excelente. Hoje em dia, mesmo nas competições, continua a se dançar o jive ao som dos clássicos do rock in roll, como Elvis Presley, mas também ao som de músicas pop atuais.

Ritmo da dança jive

Sobre o ritmo em que se baseada a dança jive é possível descrever como uma dança no estilo de tempo 4/4, sendo dançado, em competições em uma velocidade de 44 bpm. No entanto, o ritmo também é dançado em um tempo reduzido, que pode variar de 32 bpm a 40 bpm. Nas competições, o jive é o último ritmo a ser dançado pelos participantes, pois é a dança mais cansativa de todos os dez ritmos que geralmente integram as competições de dança.
Dos Estados Unidos para a Inglaterra

Com a fama da dança jive nos Estados Unidos, logo ela foi levada para a Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, onde ganhou uma significativa mudança, tornando-se mais excitante e despreocupada. No entanto, logo que chegou, ela foi considerada obscena e, por isso, proibida em salões de baile. Já como competição, foi uma dança que recebeu vários nomes, como West Coast Swing, Lindy e American Swing and Rock and Roll.

Confira alguns vídeos com demonstrações da dança jive: