Mostrando postagens com marcador dança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dança. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de julho de 2013

Como escolher parceiro para a dança de salão

Em geral, o parceiro ideal é aquele que tem na dança o mesmo comprometimento e interesse em aprender e dançar

A dança de salão é uma manifestação artística e muitas pessoas a escolhem como entretenimento para os momentos de lazer. São muitos os estilos de dança de salão existentes e o número de escolas de dança também é grande, uma vez que a procura é cada vez maior por casais que desejam ter uma atividade extra, até como forma de relaxar, ao sair da correria do dia-a-dia, funcionando também como uma “terapia” para casais.


Além de aprenderem a dançar juntos, o casal poderá, após aprender o básico da dança de salão escolhida, sair para de divertir à noite e para dançar em festas ou bailes. No entanto, pessoas solteiras também podem, e devem, fazer um curso de dança de salão. Neste caso, o seu par será um colega seu, com mais, menos ou igual conhecimento de dança.

Como formar um casal para a dança de salão
 
Os professores dos cursos de dança de salão não devem fazer com que sempre as mesmas pessoas dancem em suas aulas, formando sempre os mesmos casais, é importante variar, para que os dançarinos tenham diferentes experiências com os parceiros de dança de salão. Ou seja, não é porque um aluno está iniciando o curso que ele deve dançar apenas com colegas que também saibam dançar menos.

A vantagem de fazer o rodízio entre os alunos está no fato de que um dançarino que saiba dançar menos vai ser melhor guiado quando dançar com uma parceria mais experiente, além disso, os que sabem dançar há mais tempo vão saber disfarçar os erros cometidos pelo parceiro. Ao mesmo tempo, o dançarino mais experiente também se beneficia ao dançar com uma iniciante, uma vez que ele estará ampliando o número de pessoas com quem poderá dançar e desafiando o seu conhecimento.

Origem e tipos de dança de salão

A dança de salão é um costume bastante antigo, remetendo aos bailes das cortes reais na Europa e ganhando força, principalmente, na corte do Rei Luís XIV, na França. Assim como no balé, que possui a mesma origem, a postura dos dançarinos costumava ser extremamente ereta, o que, ainda hoje, é exigida, mas não com tanta rigidez e, conforme o estilo de dança de salão, esta postura ganha bastante flexibilidade.

O conceito principal da dança de salão se resume a uma dança executada por um casal. Entre os tipos existentes, destacam-se a valsa, o tango, o bolero, o foxtrot e o quickstep, o samba de gafieira, o maxixe, o merengue, a salsa, o chá-chá-chá, a rumba, o mambo, o passo doble, o zouk, o soltinho e o jive.

Como escolher o parceiro de dança

A pessoa que deseja investir numa futura carreira de dançarina de salão, participar de competições e que, por isso, pretende levar mais a sério a atividade do que apenas um momento de lazer, deve escolher um parceiro que se adeque ao estilo de dança de salão pretendido. Claro que a pessoa pode escolher mais de um ritmo para se especializar e, neste caso, cabe escolher um parceiro que também se identifique com os estilos de dança de salão.

Dicas para a escolha do parceiro ideal

Em primeiro lugar, é importante que o parceiro tenha o mesmo grau de interesse e comprometimento com a dança que a pessoa que escolher ele para acompanhá-la, seja no aprendizado ou já na execução do ritmo. A idade do parceiro não é relevante, no entanto, sua altura, apesar de não ser uma regra, é indicada que seja a mesma ou semelhante, para facilitar os movimentos e deixá-los, aparentemente, mais equilibrados.

O porte físico do parceiro também não precisa seguir um padrão, mas conforme o ritmo escolhido, o seu preparo físico, sim, vai ser muito importante. Ritmos como o chá-chá-chá, o merengue e o jive exigem dançarinos com bom condicionamento físico para fazer os movimentos de maneira ágil e assegurar as acrobacias feitas, geralmente, pela mulher.


O parceiro deve ter presença, assim como o bolero, o tango e a rumba exigem sensualidade nos movimentos e na expressão facial, o maxixe, o samba de gafieira, o mambo e a salsa pedem rostos sorridentes e simpáticos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Mambo e a sua sensualidade de ontem e hoje

Ritmo que nasceu em Cuba e tem origem da fusão das contradanzas europeias e da música africana é apreciada em muitas partes do mundo

Dançar é uma atividade que agrada muitas que, inclusive, destinam parte do seu tempo livre para a aprendizagem de algum dos tantos ritmos existentes. Como a maioria dos ritmos latinos, o mambo é uma dança sensual, que tem as suas raízes na dança africana, e, hoje, é apreciada por pessoas de todas as partes do mundo.

Uma breve história do Mambo

O Mambo moderno, que conhecemos, nos dias atuais, nasceu em Cuba, no ano de 1939, quando os seus percursores, Orestes López e Cachao López, criaram uma danzón, gênero derivado da dança criolla, inspirada nas contradanzas espanhola e francesa. O mambo se originou das contradanzas, uma vez que elas chegaram à Cuba no século XVIII, se tornando apenas danza, e com a chegada dos negros, no final do mesmo século, foi acrescido à danza o cinquillo, um ritmo haitiano.

O nome do ritmo também teve influência dos negros provenientes do Haiti, uma vez que para eles a palavra Mambo remetia a uma sacerdotisa do vodu, que é considerada curandeira, conselheira, aconselhadora espiritual e exorcista. Essa crença os negros trouxeram dos cultos religiosos do Congo. No entanto, há também quem diga que a palavra Mambo provém de uma gíria comum entre os músicos negros, ‘estás mambo?, isto é, ‘tudo bem com você?’.

De Cuba para o mundo

No início dos anos 1940, músicos como Bebo Valdez, Arsênio Rodriguez, Orestes Lopez e seu irmão Israel Cachao Lopez, bem como o pianista e arranjador Damaso Perez Prado, entre outros, se interessaram pelo estilo que, depois de algum tempo, ganharia o nome de nuevo ritmo ou apenas Mambo. Assim, a dança atribuída ao Mambo ganhou vida com o artista Perez Prado, uma vez que foi ele o responsável por introduzi-la no Nighte-Club La Tropicana, em Havana, no ano de 1943.

Pouco anos depois, Perez Prado foi para o México, onde fundou um conjunto de grande porte, que se utilizava de um fantástico segmento de sopros, inspirado no grupo de Stan Kenton, um dos grandes nomes do jazz norte-americano. Com essas armas, ele foi ao encontro da acirrada competição musical no mercado dos Estados Unidos, que estava em seu auge.

Para tanto, Perez Prado se inspirou nos ritmos afro-cubanos e os fundiu aos arranjos de orquestra do jazz. Com esse impulso, o Mambo ganha o seu lugar no mundo a partir dos anos 50. Nesta época, o Mambo ganha fama mesmo enfrentando o monopólio das big bands existentes norte-americanas. Isso é, em grande parte, mérito de Perez Prado, bem como de outros cantores célebres, entre eles, Xavier Cugat, Beny Moré e Tito Puente. De uma lista longa de grandes sucessos, Que Rico El Mambo é uma das tantas canções de autoria de Perez.

A sensualidade que emerge do Mambo

O Mambo é considerado uma dança sensual, principalmente, porque os movimentos do quadril dos dançarinos são muito importantes para o sucesso da dança. Quem está interessado em iniciar o aprendizado do ritmo Mambo deve atentar ao balançar os quadris, que devem ter um movimento fluido para transmitir sensualidade. A dança também é considerada sensorial, uma vez que a emoção não é transmitida apenas pelos quadris balançando, mas sim, pelas expressões faciais, bem como os movimentos do braço.

Outra sugestão para quem deseja dançar Mambo é transmitir a quem assiste à dança o desejo e a tensão entre os parceiros. Por isso, o ‘olho no olho’ e a linguagem corporal são fundamentais. A sensualidade emerge, ainda, da vestimenta dos dançarinos. Geralmente, as mulheres usam saias curtas e bastante coloridas, além de blusas decotadas. Enquanto isso, os homens costumam usar calça e camisa, sendo que a camisa permanecer aberta na frente. 

Segundo alguns estudiosos do ritmo Mambo, a dança, originariamente, era bastante simples, com movimentos fáceis. Por isso, não era costume que existissem escolas e professores de Mambo. Mas foi a partir da década de 1950, quando se popularizou, que o Mambo começou a ganhar os movimentos sensuais que hoje o caracterizam.

Nesta mesma época, a música caribenha ganhou fama e, na cidade de Nova Iorque, muitos dançarinos, que se dedicavam a outros ritmos, começaram a criar passos e estilos de movimentos para se dançar o Mambo. A dança pode acontecer de maneira individual ou em casais, desde que os dançarinos acompanhem a marcação das congas, um instrumento musical cubano.

Atualmente, existem competições de dança com o Mambo, onde os casais mostram as suas habilidades com o ritmo, transformando o Mambo em uma sequência de movimentos que se assemelham ao ballet moderno ou a ginástica olímpica. No entanto, quem quiser aprender o Mambo não precisa ter o mesmo preparo físico das dançarinas das competições. A dança pode ser levada com movimentos mais simples, porém, sempre precisos e sensuais. Além disso, o ritmo é bastante dançante, o que já colabora para que o corpo se movimente com facilidade. 


Com origens bastante próximas, valsa vienense e valsa inglesa diferenciam-se em relação ao ritmo da dança

A dança é uma manifestação artista que tem sua origem em tempos remotos, quando era dançada, principalmente, para comemorar ocasiões importantes. Hoje, também se dança em eventos festivos, mas elas não são o único motivo para se dançar. Os estilos desta arte são inúmeros e os tipos de danças mais antigas, ainda, continuam a motivar pares a se balançar juntos, na atualidade. Um desses exemplos é a valsa, que se popularizou, principalmente, nas festas de debutantes.

A valsa é considerada uma dança clássica, apesar de sua origem campestre, que tem na Alemanha e na Áustria os seus países de nascimento. Ela surgiu no século XIX, inspirada em outros dois estilos, o minueto, no qual os pares ficam separados, e o laendler, uma dança campestre alemã. Já a palavra ‘valsa’, também tem sua origem na Alemanha, onde ‘waltzen’ significa ‘dar voltas’ ou ‘deslizar’.

Em Paris, a valsa vienense foi introduzida em 1775. Mas, enquanto isso, a valsa que teve origem na Áustria já ia se disseminando por outros países e recebendo elementos que a diferenciariam da valsa original. É o caso da chamada valsa inglesa, que era dançada nas cortes da Europa, no início do século XVIII. A sua diferença básica, é o ritmo, que é mais lento. Essa variação ganhou notoriedade após a primeira Guerra Mundial, em Boston.

Para entender melhor a diferença de ambas as valsas, é preciso entender que essa dança possui um compasso ternário, isto é, possui três tempos, sendo o primeiro forte e os outros dois fracos. Além disso, a dança tem como construção coreógrafa um esquema em diagonal, que tem como resultado uma progressão suave e leve em volta da pista de dança no sentido anti-horário.

A diferença entre a valsa vienense e a valsa inglesa fica por conta justamente do seu tempo. Enquanto a vienense possui 60 compassos por minuto e um compasso ternário três quartos, ou seja, três batidas num compasso, a inglesa tem um ritmo mais lento e que foi diminuindo, ainda mais, com o passar dos anos, porém, mantem o mesmo compasso.

A valsa inglesa também é chamada de valsa lenta e isso tem um porque, que é motivar a incorporação de mais movimentos entre os passos, os quais precisam ser interpretados e não feitos automaticamente. Além disso, o ritmo mais lento permite, também, que os pés dos dançarinos fiquem mais distantes e, desta forma, consigam dar passos maiores.

Especialistas afirmam que a valsa, de uma forma geral, tem como característica a antecipação inesperada do acompanhamento na segunda parte do compasso. Também se diz que a valsa é uma dança com ondulações graciosas, porém, com rápidas alterações da velocidade do corpo.

Desta forma, os dançarinos se movimentam com uma forte oscilação do corpo, no primeiro tempo de cada compasso. Depois, os dançarinos fazem movimentos de vaivém na direção do centro das rotações. Nesta hora, o casal também se eleva nas pontas dos pés, ao longo do segundo e do terceiro compassos. A isso, acrescenta-se um passo a cada batida rítmica.

O curioso em relação à história que deu origem à valsa, é que ela era vista como uma dança vulgar, e mesmo imoral, no julgamento das classes mais altas e da aristocracia. Por isso, na época, a valsa foi proibida na corte alemã e em partes da Inglaterra. Em contrapartida, as classes populares dançavam, cada vez mais, a valsa.

Mas foi quando aconteceu o Congresso de Viena, na Áustria, em 1815, que o caminho da valsa tomou novo rumo. Na ocasião, motivada pela derrota de Napoleão Bonaparte, e que teve o pretexto de reunir toda a nobreza e os políticos de diversos países, para restabelecerem os laços entre os países europeus, a valsa foi introduzida no país. Naquele momento, o mérito foi do músico austríaco Sigismund Neukomm, no entanto, logo a dança se proliferou pelos demais países europeus. A partir de então, foi criada, inclusive, a valsa inglesa.

Na atualidade, o vienense Johann Strauss II é considerado o maior compositor de valsas de todos os tempos. Também conhecido como o ‘rei das valsas’, coleciona um grande repertório de obras primas, entre elas, destaca-se o Danúbio Azul. No entanto, existem outros nomes bastante famosos e também reconhecidos como grandes compositores de valsas, como é o caso dos artistas Weber, Ravel, Chopin e Brahms.

Jive é o ritmo certo para dançar o rock in roll em duplas

Com origem nos bailes de rock nos Estados Unidos, ritmo também tem influência do boogie woogie

Dançar o bom e velho rock in roll pode ser uma boa definição para o estilo musical jive. Sua origem vem dos primeiros bailes estadunidenses em que o rock in roll foi tomando conta, assim como tomou conta dos jovens dos anos da década de 1950, quando dançavam freneticamente em pares. Além disso, é possível conceituar o jive como uma dança de salão, que se assemelha ao chá-chá-chá.


O jive também é chamado de jitterbug ou jive e sua popularidade nos Estados Unidos foi rápida, influenciando logo em seguida os jovens da Europa. Essa difusão foi, em grande parte, de responsabilidade das tropas americanas no fim da Segunda Guerra Mundial. Com movimentos acrobáticos, o jive também permite que o casal realize inúmeras variações, como o lindy hop – em homenagem a Charles Lindbergh, figura norte-americana famosa por ter pilotado um avião sozinho em uma viagem transatlântica sem escalas, em1927.

Influências na dança jive

Para entender um pouco mais sobre a definição de jive, a dança de salão é executada por um casal de dançarinos, praticada socialmente, como forma de diversão e integração social. Hoje em dia, serve também para serem apresentadas em competições de bailarinos. A origem da dança de salão remete aos bailes das cortes reais na Europa. Já o Cha-cha-cha, que também é uma influência do jive, é o nome que recebe a dança latino-americana de origem cubana, sendo considerada uma variação do mambo.

Originalmente, as pessoas dançavam o Jive ao som de uma mistura de rock in roll e boogie woogie americanos. O boogie woogie é um estilo de blues, caracterizado pelo som do piano e foi bastante popular entre os negros norte-americanos nos anos de 1930 a 1940. O jive é dançado pela dupla de forma muito rápida, caracterizando-se pelo ritmo e pelo balanço, uma vez que possui, ainda, a influência do swing afro-americano, que é um estilo de jazz popular que fez muito sucesso nos anos 1930. Além disso, as raízes do jive estão no Harlem, em Nova York, EUA.

Enquanto isso, o rock in roll, ou apenas rock, é um estilo musical que também surgiu nos Estados Unidos, no início da década de 1950, recebendo a influência de outros estilos musicais que o levou a se tornar uma música popular dominante em todo o mundo. Em princípio, o country, inspirado nas festas da população branca pobre rural, e o rhythm and blues, vindo do jazz negro e instrumental urbano, formaram a fusão que originou o rock.

Com esta fusão, o rock ganhou em sua composição várias guitarras e instrumentos elétricos e, inclusive, uma forte percussão. Assim, pode alimentar os dançarinos com ritmos fortes e dançantes, além de ser acompanhado também por melodias e harmonias simples. Entre os seus ícones, estão Chuck Berry, Bill Haley & The Comets e Elvis Presley, que embalaram muitos bailes dançantes de jive.

Como dançar jive

Para dançar o jive é necessário um alto grau de preparo físico. Em relação a posição correta, o casal deve estar frente a frente com aproximadamente 15 cm de separação. O homem coloca a sua mão direita nas costas da mulher, debaixo da omoplata esquerda e segura a sua mão esquerda na direita dela. Os braços do homem devem estar suavemente curvados e as mãos mais ou menos na altura da cintura. Já a mulher deve descansar o braço esquerdo no braço direito do homem, seguindo a curvatura do braço com o cotovelo.

Além do homem ser o responsável por conduzir a dança, durante a sua execução, a mulher se movimenta com voltas e giros. No entanto, ambos transmitem muita agilidade, com algumas acrobacias, demonstrando, principalmente, equilíbrio e habilidade. Por isso, é necessário que os dançarinos tenham uma forma física excelente. Hoje em dia, mesmo nas competições, continua a se dançar o jive ao som dos clássicos do rock in roll, como Elvis Presley, mas também ao som de músicas pop atuais.

Ritmo da dança jive

Sobre o ritmo em que se baseada a dança jive é possível descrever como uma dança no estilo de tempo 4/4, sendo dançado, em competições em uma velocidade de 44 bpm. No entanto, o ritmo também é dançado em um tempo reduzido, que pode variar de 32 bpm a 40 bpm. Nas competições, o jive é o último ritmo a ser dançado pelos participantes, pois é a dança mais cansativa de todos os dez ritmos que geralmente integram as competições de dança.
Dos Estados Unidos para a Inglaterra

Com a fama da dança jive nos Estados Unidos, logo ela foi levada para a Inglaterra, durante a Segunda Guerra Mundial, onde ganhou uma significativa mudança, tornando-se mais excitante e despreocupada. No entanto, logo que chegou, ela foi considerada obscena e, por isso, proibida em salões de baile. Já como competição, foi uma dança que recebeu vários nomes, como West Coast Swing, Lindy e American Swing and Rock and Roll.

Confira alguns vídeos com demonstrações da dança jive: